TEXTO PUBLICADO NA REVISTA ISTO É, Nº 2074 - DATA: 12/08/09 COMPORTAMENTO: págs 52 a 54
Uma realidade nas escolas: EU NÃO SEI ESCREVER EM LETRA CURSIVA.
Pouco estimuladas nos colégios e atraídas pelo computador, cada vez mais crianças têm dificuldade na escrita corrida.
Carina Rabelo
A letra ilegível era uma marca registrada dos médicos e suas receitas indecifráveis. Hoje, rompeu as fronteiras da profissão e se tornou quase uma tendência na sociedade da pressa. A ilegibilidade é uma das conseqüências da substituição do caderno pelo computador e da pouca ênfase que se dá ao ensino da letra cursiva nas escolas. Em outros tempos, os cadernos de caligrafia moldavam a escrita dos alunos. Até hoje, representam um importante rito de passagem para crianças recém-alfabetizadas que conseguem ultrapassar a barreira da letra de forma e se capacitam na cursiva – aos 6 anos, elas já se dividem em grupos dos que dominam o mundo da “letra corrida” e daqueles que ainda continuam nas “letras separadas”. Mas o entusiasmo é arrefecido com o passar dos anos. Elas precisam fazer pouco uso da técnica, pois até as provas são de múltipla escolha – basta marcar um X nas alternativas propostas e ir para casa sem gastar a caneta. Fora de uso, a letra perdeu a uniformidade e a nova grafia mescla traços cursivos com letras maiúsculas comprometendo até mesmo
Os sinais de acentuação como o til(~), que virou um traço(-). Nem sempre a legibilidade é mantida. E dá-lhe garranchos incompreensíveis.
O impacto da disgrafia – a escrita incompreensível – na vida das pessoas vai além do senso estético. Quem sofre deste distúrbio pode ser tachado de desleixado ou problemático. E não ser compreendido na sociedade da informação é um fardo que poucos podem carregar. A solução? Recorrer aos textos digitais do e-mail e mensagens instantâneas, como MSM e SMS. “A tecnologia pode ser a aliada e a vilã da história”, afirma Marco Arruda, neurologista da infância e da adolescência e do diretor do Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento. O excesso de informação, a falta de tempo e o conforto da internet contribuem para a deformidade da letra, que se torna dispensável e, quando utilizada, apressada e incompreensível. “Escrevo muito rápido. Não dá tempo de enfeitar”, afirma Lucas Dias Oliveira, 12 anos, que foi reprovado no ano passado porque os professores não conseguiram corrigir a sua prova. “Não entendi nada”, assinalou a professora na avaliação. “Ele é extremamente inteligente e rápido. Tem uma velocidade incrível no teclado!, afirma sua avó, Marialva Dias. “Mas a letra é um garrancho”. Os esforços de Marialva, que comprou dezenas de cadernos de caligrafia e livros para o neto, não foram suficientes para que o menino deixasse o computador e melhorasse a grafia. “Ele é agoniado, ansioso e necessita de acompanhamento para melhorar a letra”, afirma.
Janice Cabral Falcão, psicóloga e presidente da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, acredita que os cadernos de caligrafia não resolvem o problema. Para ela, a falta de espaço para brincar e a vida sedentária comprometem o tônus muscular das crianças, que ficam sem coordenação motora e destreza para lidar com o lápis. “ Elas precisam participar das atividades domésticas que exijam alguma habilidade manual”, afirma. Para o neurologista Marco Arruda, a escrita está mais relacionada com as funções do cérebro do que com a tonicidade dos músculos e ele alerta que a escrita ilegível pode ser um sinal de enfermidade ou transtorno psicológico, como dislexia, déficit de atenção e hiperatividade. “ É preciso treinamento da letra com sessões de reabilitação”, afirma. O neurologista lembra que brincadeiras fora de moda com bolas de gude e palitinhos, além das aulas de caligrafia, favoreciam o desenvolvimento psicomotor da criança, que não tem os mesmos estímulos nos jogos eletrônicos de hoje.
Não são apenas as crianças as vítimas da disgrafia. A pesquisadora Luciana Moherdaui, 38 anos, especialista em novas mídias e interfaces digitais, trocou os cadernos pelo computador desde que saiu da faculdade. “ A minha letra era legível mas, depois que passei a usar diariamente a rede, perdi a capacidade de escrever”, afirma Luciana, que explica ter o raciocínio , igual ao World – ‘escreve, erra, apaga, refaz – impossível no texto à mão. Quando vai a uma palestra em que não pode levar o seu laptop, a pesquisadora também não leva o bloco de anotações. “Decoro tudo”, diz. “Não entendo a minha letra”. Como especialista no tema, Luciana acredita que o futuro do aprendizado caminha em direção às novas tecnologias. “A tendência é que os meninos troquem os cadernos pelos mininotebooks”. Apesar da alternativa da tecnologia, ter letra legível ( e bonita) ainda é importante. “Já zerei provas no vestibular porque estavam incompreensíveis”, afirma José Ruy Lozano, corretor de redações dos principais processos seletivos de São Paulo e professor de redação do ensino médio do Colégio Santo Américo. Vale lembrar que as redações de vestibular também podem ser escritas em letras de forma. Mas a cursiva ainda conta pontos, por exemplo, em processos de seleção de emprego.
O ato de escrever teve os seus altos e baixos na história. Sócrates e Platão (séc.V a.C.) eram contra a escrita e defendiam a oralidade. Na idade Média, ela ganhou visibilidade e subiu ao altar com os monges copistas, que registravam a cultura e as descobertas históricas em pergaminhos, para imortalizá-las ao longo dos séculos. “Ela passou a ser escrita própria dos textos cristãos, em oposição aos caracteres romanos dos textos pagãos”, afirma o grafólogo Paulo Sérgio de Camargo, autor do livro “ Sua Escrita, Sua Personalidade” (Editora Ágora). A caligrafia – palavra que tem origem no nome kallos (belo) e grafo (grafia) – surgiu como arte quando o imperador Carlos Magno (742-814) decidiu unificar os textos e documentos da Europa Central com a escrita cursiva, conhecida como ‘letra carolina’, mais rápida que a tipografada. Segundo os grafólogos, a cursiva é um sinônimo de elegância e uniformidade, mas também rigidez e padrão. Por ironia, ela está sendo gradativamente substituída pelo mesmo motivo que a originou – a necessidade de rapidez. “As escolas não se preocupam mais com a letra”, afirma o neurologista Arruda. “Os cadernos de caligrafia caíram em desuso”. Resta saber se as belas letras trabalhadas em rococós se tornarão um raro tesouro, que sobrevive apenas nos convites de formatura ou casamento.
REFLEXÃO DA ESCOLA BEM-ME-QUER SOBRE O TEXTO DA REVISTA ISTO É
Desde a entrada na escola de filosofia Montessoriana, a criança é preparada através dos exercícios de Vida Prática, Atividades Psicomotoras, e materiais que trabalham a Educação dos Sentidos. Este tripé, serve de base para o desenvolvimento de uma linguagem articulada ou de expressão oral e espontânea, em que a criança usa o seu corpo, seus sentidos e a sua inteligência. Favorecida pela diversidade do material pedagógico, através da rotina escolar a criança vai exercitando a educação de seus movimentos. Deste modo, a escrita vai surgindo como composição de palavras e seu relativo traçado. O professor parte da análise da palavra, colocando a raiz da mesma em evidência.
Na nossa prática, quando as crianças começam a ter competência na escrita passam a usar os folhetos pautados ou o caderno ortográfico, com a função de trabalhar a coordenação e força motriz. Acompanhada de perto pela professora, a escrita MANUSCRITA vai surgindo de maneira natural, e torna-se valorizada como instrumento de comunicação na sociedade.
A FILOSOFIA MONTESSORIANA – Uma alternativa eficaz:
A Educação Montessoriana é voltada para a ação. Existe uma preocupação com o domínio do corpo - auto-domínio - que é a capacidade de controlar o movimento. Poderíamos, sem margem de dúvidas, afirmar que o trabalho Montessoriano é todo MOVIMENTO. A criança se desloca para manipular materiais sensoriais, de matemática, de linguagem, lúdicos…Desloca-se para caminhar na linha de diversas formas, carregando objetos, atividades que exigem grande controle e domínio e movimenta-se para ficar em silêncio. Agindo sobre o meio, a criança se desenvolve e, a liberdade para agir, é a característica mais marcante do processo.
O QUE É VIDA PRÁTICA?
É um momento indispensável dentro da Filosofia Montessoriana. Nele podemos observar o cotidiano da criança, sua relação com o meio: familiar ou escolar, resumindo sua própria vida, equilíbrio e firmeza na conquista de seus movimentos.
O ambiente ESCOLAR-FAMILIAR deverá transmitir segurança e dar idéia de ordem física, geradora de uma ordem mental. Tudo no ambiente deve ser estudado, controlado, experimentado, para que a criança adquira uma movimentação coerente, espelho de seu interior, desenvolvendo seu próprio instinto de vida e suas potencialidades.
PARA QUE SERVE A VIDA PRÁTICA?
De acordo com o próprio termo, estes exercícios se destinam a preparar a criança para a vida, possibilitando-lhe a independência e uma melhor organização interior.
OBJETIVOS:
-Desenvolver e aprimorar a coordenação motora ( controle dos movimentos );
-Estimular a atividade com vivo interesse ( motivação );
-Desenvolver a atenção e concentração;
-Possibilitar a liberdade de ação;
-Valorizar-se como pessoa, cuidando-se com carinho ( amor-próprio );
-Valorizar o ambiente e as coisas ( integração com o ambiente );
-Relacionar-se com os outros ( socialização ).
QUAIS AS ATIVIDADES PARA TRABALHAR OS EXERCÍCIOS DE VIDA PRÁTICA?
-Cuidados com o corpo – atividades de higiene: escovar os dentes, tomar banho, pentear-se, ensaboar-se e outras que favoreçam os hábitos higiênicos.
-Cuidados com o ambiente – atividades de limpeza em: sala de aula ( materiais e a própria escola ), banheiros ( da escola e de casa ), parques, casa ( seu próprio quarto ) e outras atividades que propiciem a higiene do ambiente em que vive.
-Cuidados com o vestuário – exercícios práticos que favoreçam o vestir-se, calçar-se, pentear-se, e consequentemente tornando a criança mais independente para lidar com seus pertences.
-Cuidados com utensílios da cozinha – atividades que contemplem o universo da copa e cozinha ( sua higiene, cuidados e forma de utilização ), e a preparação do LANCHE COLETIVO ( arrumação da mesa, divisão das tarefas na confecção do lanche ).
-Cuidados com o jardim – atividades envolvendo a importância e os cuidados com a vegetação, com o meio-ambiente, procurando conscientizar a criança sobre importância das plantas para o homem ( o que ela fornece para o homem: oxigênio e alimento ).
LANCHE COLETIVO – Uma atividade de Vida prática!
Dentro da Filosofia Montessoriana é uma atividade que pode ser realizada periodicamente, ou seja, em nossa Escola, mensalmente. O seu planejamento é realizado junto com as crianças e variam a cada turma. Normalmente, os objetivos dessa proposta de atividade estão integrados a : Educação do Sentidos, que seria experimentar e comparar sabores, descobrir novos sabores bem como refiná-los; Educação dos Movimentos, que seria a oportunidade de utilizar talheres e utensílios domésticos, copeiragem, usar aparelhos elétricos e regras de etiqueta à mesa; Vocabulário, para saber o nome dos alimentos, a sua classificação ( verduras, frutas), sua origem (animal, vegetal ou mineral), pratos típicos, valor nutritivo entre outras; Atividades Correlatas em sala de aula, onde a professora trabalha Caixas de Reconhecimento, Livros, Murais, Caixas de leitura, relacionar quantidades (nº de pratos, garfos, pesos, etc.), pesquisa de comidas regionais entre outras.
A participação do aluno é um exercício preparatório para a vida, quer seja na autonomia da preparação de todo ambiente, no refinamento dos movimentos (para cortar, espremer, versar, etc.), na confecção do lanche e, sobretudo, para proporcionar a experiência da nutrição!
Para ver mais fotos do lanche coletivo do dia 24.03.2009 clique AQUI
Texto adaptado da revista Isto É Nº 2022 – 06/agosto/2008
Por Cláudia Jordão e Daniela Mendes
“Vamos embora para casa, está na hora”, decreta Kátia Forjaz, 34 anos, para os filhos Rodrigo, nove anos e João Vítor, quatro. Empolgados com as brincadeiras no parque, os meninos não obedecem à mãe. Com todos os pertences da família reunidos e a chave do carro na mão, Kátia tenta várias vezes convencer os garotos a partir. Em vão. Então, mesmo consciente de que não conseguiria cumprir a promessa, diz “ Vamos, amanhã a gente volta”, afirma exausta. Finalmente, os meninos decidem ir. Livre de escândalos e choradeira, a família segue em paz para casa. Pequenas mentirinhas como essas são usadas com freqüência por pais e mães quando querem evitar acessos de birra. Mas, até que ponto é aceitável mentir para os filhos?
Para os especialistas, os pais devem sempre dizer a verdade e tomar cuidado ao lançar mão de truques e desculpas. “Em uma relação em que a confiança é fundamental não há espaço para inverdades, em nenhum nível, em nenhuma fase da vida”, diz a psicopedagoga Quézia Bombonatto, Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPq). “A maioria dos pais mente para facilitar a vida deles, mas isso não educa. É melhor a criança crescer com a imagem real do que falsear a realidade”, diz Tânia Zagury, filósofa, mestre em educação e autora de 13 livros na área de ensino e relacionamento entre pais e filhos.
Até os seis anos, a criança tem pouca percepção da mentira. Fantasias como Papai Noel e coelhinho da Páscoa povoam o imaginário e fazem parte natural do crescimento. Mas isso não significa que elas são bobas. Para não comprar o que o filho pede em uma loja de brinquedos, por considerarem caro, inútil ou inadequado, muitos pais alegam não ter dinheiro. Mas, em seguida, entram no supermercado e enchem um carrinho de compras. Isso as confunde. “A criança, especialmente a partir dos três anos, percebe a gafe”, diz a psicopedagoga Maria Irene Maluf. “ Este tipo de comportamento acaba com a confiança dos filhos nos pais. Eles não vêem mais força na palavra do adulto”, afirma. Nessas situações, o ideal é conversar e explicar o porquê de ela não ganhar o brinquedo naquele dia.
Atenta a isso, a designer Delphine Kacsinski, 35 anos, evita enganar Jonathan, cinco. “ Às vezes, faço chantagem para ele comer. Mas morro de medo de ele não ceder, porque nem sempre vou cumprir a ameaça que faço”, admite. A Psicopedagoga Quézia alerta os pais para só falarem de castigos que são capazes de pôr em prática. Do contrário, ficam desacreditados.
A Partir dos seis anos, os cuidados com as palavras devem ser redobrados. Por mais banais que sejam, mesmo as mentirinhas podem criar falsas expectativas, gerar ansiedade e quebrar relações de confiança. No dia seguinte à brincadeira no parque, o filho de nove anos de Kátia cobrou dela a promessa de voltar ao local. Assuntos sérios, como morte e doenças graves na família, devem ser comunicados à criança, respeitando-se sua capacidade de compreensão. Uma planta ou um bicho de estimação podem ajudar a exemplificar o ciclo da vida.
O paulista Maurício Santini, 44 anos, pai de Gabriel, dez anos, diz que procurou criar o filho com transparência, mas a mãe e a avó sempre inventaram historinhas para o menino. “ Um dia ele me disse: - Minha mãe mente, minha avó também.”. Nesta fase, as crianças descobrem a mentira como um recurso para se livrarem de alguma enrascada. “ Nós logo percebemos e conversamos com a criança. Mostramos que a verdade, mais cedo ou mais tarde, virá à tona e ela terá que responder pelo erro e pela mentira”, diz Claudia Rasuk, uma das coordenadoras do Colégio Itatiaia, de São Paulo.
Há casos extremos nos quais a mentira provoca problemas psicológicos que perpetuam por toda a vida. O gaúcho Ricardo Fischer descobriu, aos 12 anos, que era adotado ao encontrar a papelada de sua adoção. Até hoje, 30 anos depois, tenta lidar com a rejeição dos pais biológicos, com o segredo mantido em torno de sua história e com os mistérios de sua biografia. Desde criança recebe apoio psicológico e por três anos, dos 35 aos 38 anos, tomou antidepressivos. “ A mentira acabou com a minha vida, eu era uma pessoa infeliz sem saber o motivo. Aí, descobri que o que me deixava doente era a farsa que eu vivia”, diz ele, hoje presidente da ONG Filhos Adotivos do Brasil.
É importante lembrar ainda que o filho se espelha no comportamento dos pais para moldar sua personalidade – e ninguém quer criar um mentiroso contumaz. Aquela mania do pai pedir à criança para atender o telefone e dizer que ele não está, por exemplo é péssima. A mentira se torna algo natural e pode ter reflexos no futuro. É o caso de um paciente de 18 anos da psicopedagoga Maria Irene. Ele confessou a ela que havia falsificado o boletim escolar. Ao repreendê-lo, perguntou se ele era capaz de imaginar a reação de seus pais. O jovem respondeu que eles não tinham moral. Na adolescência, o jovem tem plena consciência do que é certo e do que é errado. De acordo com os especialistas, o importante nesta fase é ter um canal de comunicação aberto. “Se o pai quer cobrar diálogo, confiança, conversa franca, também tem de jogar limpo com o adolescente”, afirma o hebiatra ( médico de adolescentes ) William Ramos, presidente da Associação Brasileira de Adolescência ( Asbra). Segundo a psicóloga e pedagoga Fabiana Luckemeyer, especializada no atendimento de adolescentes, os pais costumam ter medo de serem julgados pelos filhos, de perder a moral e a admiração. “ Isso não acontece se houver uma conversa franca”, diz ela.
O caminho a seguir é mais obscuro quando se entra no pantanoso terreno das drogas. A atual geração é a primeira em que a maconha e afins não eram tabu na juventude, pelo contrário. A propabilidade de terem experimentado é grande. O que fazer se for confrontado sobre o seu passado pelo filho? “ Esta é uma decisão que os pais têm de pesar muito bem”, opina Tânia. “ Existem pais que fumaram e se sentem desonestos ao negar. Mas há o risco de o adolescente decodificar esta mensagem como: se ele usou e está tudo bem, por que não posso usar?”, lembrando que a maconha hoje é manipulada quimicamente e é sete vezes mais potente que nos anos 70. Educar nem sempre é preto no branco. Cabe aos pais encontrar o equilíbrio na missão de criar adultos de amanhã.
COMO LIDAR COM OS FILHOS – cada faixa etária requer uma estratégia diferente para enfrentar situações típicas da idade.
Até os seis anos.
As crianças têm pouca percepção da mentira e várias fantasias povoam o imaginário dela. Diante de uma birra ou choradeira por causa de um brinquedo, por exemplo, os pais devem explicar a ela o porquê de não ganhá-lo. A saída mais fácil e rápida é dar uma desculpa, mas os especialistas aconselham a conversar calmamente, olhando nos olhos da criança e não voltar atrás na decisão. Depois disso, mudar o foco, distraindo-a com outra coisa.
Entre os seis e os doze anos.
Elas já têm total noção do que é mentir. Conseguem compreender o porquê das coisas e querem explicações quando contrariados. Por isso, fazer promessas e não cumpri-las é um problema e pode quebrar a confiança da criança e do pré-adolescente nos pais. Nesta faixa etária, os pais se vêem diante das primeiras saias-justas, pois podem ser questionados pelos filhos sobre o seu próprio desempenho na escola, por exemplo. Para os especialistas, a transparência é o melhor caminho. Se o pai foi mau aluno, deve apontar as desvantagens deste comportamento.
Na adolescência.
Com o filho crescido e querendo afirmar sua personalidade, surgem os primeiros embates. Os pais podem ser confrontados sobre o uso de álcool, cigarro ou outras drogas ( no presente e no passado) e sobre a sua vida afetiva e sexual – especialmente se forem separados. Se esses temas surgirem, os pais devem aproveitar a oportunidade para ter uma conversa esclarecedora com o jovem e, necessariamente, não precisam relatar todas as suas experiências.
Desde que optei por escolher o Bem-me-Quer para que minha filha
estudasse não tinha dúvidas quanto ao método e a seriedade da
Escola. Quem me perguntava, e foram muitos, se no futuro minha filha
não seria prejudicada com a falta de avaliações formais e outros
métodos tradicionais, eu respondia que era no futuro que iríamos
perceber o efeito do método.
Por mais que eu tivesse informações sobre o método, cada mais mais
surpreendo-me do com o resultado. Esta semana, se ainda existia alguma
dúvida ou eu ainda não tivesse conseguindo completar meu rol de
motivos, rendi-me às evidências. Assisti, em uma grande empresa, a
uma palestra sobre Diversidade, tema em moda e tão importante. Percebi
e cometei com as pessoas, que tinha certeza de que minha filha não
precisaria fazer este curso. Desde muito pequena ela sabe o que é isto
e age naturalmente dentro dos princípios sem precisar dar nomes. Tudo
isto em função do que aprendeu no início de sua formação escolar.
Conviveu com várias classes sociais, com pessoas com diversos tipos de
necessidades especiais, aprendeu que ´campanha do agasalho, do
brinquedo e de alimentos, são hábitos contínuos e não ações de
emergências, deixar o local de trabalho como o encontrou é apenas uma
das ações do ser humano e não uma obrigação e mais uma série de
atitudes que não caberiam neste e-mail.
Assim, mais uma vez quero agradecer a todos aqueles que ajudaram na
formação diferenciada de minha filha, num momento em que eu não
tinha muito tempo disponível para isto, em especial a Tia Ana, Tia
Graça, Tia Patrícia e Tia Letícia que a alfabetizaram tão bem, a
Maria do gelo - representando todos os colaboradores da escola, enfim,
todos aqueles que fazem parte da memória educacional e afetiva de
minha filha e minha.
A Escola Bem Me Quer vem realizando atividades de projetos por ser um trabalho que considera a vivência e os conhecimentos prévios da criança como ponto de partida para ampliar o conhecimento cognitivo infantil. Partindo desse pressuposto, trabalhar com projetos é uma ferramenta indispensável na dinâmica escolar. Valoriza a descoberta do conhecimento ( investigação e desafios ), amplia e estimula o desenvolvimento lingüístico, favorece a criatividade e a espontaneidade, socializa o saber, além de ser uma experiência prazerosa para toda a vida.
A temática geral do projeto anual escolhida para o ano de 2008 será: “ O tempo tem muitas histórias”. Cada turma, trabalhará um tema específico escolhido conjuntamente pela professora e seus alunos, que será apresentado à comunidade na Feira de Conhecimentos. Durante o período de desenvolvimento, serão proporcionadas situações que favoreçam a pesquisa, respeitando os interesses e habilidades de cada criança em todas as áreas do conhecimento.
Na prática de projetos, educando e educador são parte integrante do processo e, por isso, tornam-se atores e autores da grande empreitada.
A Direção
TEMAS DOS PROJETOS
Ed. Infantil - MANHÃ
Professoras/turmas/tema:
Alessandra ( Ninho ): Evolução da Criança
Joelma ( Mat 1 ): É tempo de brincar
Kátia ( Mat 2 ): Tudo começou com a água
Patrícia ( Mat 2 ): Evolução do Homem
Luciana ( Mat 2 ): Surgimento do Mundo
Pollyana ( Jard 1 ): Levantando vôo
Rose ( Jard 1 ): Navegando pelo tempo
Aninha ( Jard 1 ): Viajando pelos trilhos
Letícia e Valéria ( Jard 2 ): Posso falar com o mundo
Ed. Infantil - TARDE
Professoras/turmas/tema:
Juliana ( Ninho ): Tom sobre tom
Joelma ( Mat 1 ) : É tempo de brincar
Leide ( Mat 1 ): Era uma vez …
Danielle ( Mat 1 ): Minha casa, meu mundo
Luciana ( Mat 2 ): Surgimento do mundo
Mara ( Mat 2 ): Quem sabe faz a hora
Adriana/Kátia ( Jard 1): A era do gigantes
Carol ( Jard 1 ): A Roda
Letícia ( Jard 2 ) : Posso falar com o mundo
Ens. Fundamental - MANHÃ
Professoras/turmas/tema:
Sandra (1º Ano ): A evolução dos números
Patrícia ( 1º Ano ): Das paredes ao computador
Elma ( 2º Ano A ): Os nomes e suas histórias
Thathiane ( 2º Ano B ): Madagascar, uma incrível viagem à Savana
Kelly ( 2ª Série A ): Mauricéia, menina dos olhos do mar
Rita ( 2ª Série B ): Tirando do baú
Wyllyana ( 3ª Série ): Caldo de cana
Ceiça/Cristina ( 4ª Séries A e B ): Navegar é preciso